quinta-feira, 12 de maio de 2011

OS BRASILEIROS JA SOFREM OS EFEITOS DA NOVA ORDEM MUNDIAL


Celso Amorim
Desde que George Bush (pai) fez um discurso no Congresso intitulado, "Caminhando em Direção a Uma Nova Ordem Mundial", em 11 de setembro de 1990, o Brasil vem adotando um a um os programas da ONU sobre direitos ambientais, raciais, indígenas, sexuais, dentre outros. Agora mais uma vez o Brasil mostra que está engajado a defender uma NOVA ORDEM MUNDIAL.
Paris, 15 jun (EFE).- O ministro das Relações Exteriores Celso Amorim defendeu nesta terça-feira o acordo alcançado entre Irã, Brasil e Turquia como caminho para resolver a polêmica envolvendo o programa nuclear iraniano e pediu uma nova ordem política mundial digna de século XXI.
"Não podemos permanecer no século XXI com uma estrutura de poder da metade do século XX", disse Amorim, em um jantar organizado em Paris pelos jornais "Le Figaro" e "International Herald Tribune" e pela revista econômica "Exon".
Amorim lamentou que "quando dois países que não são membros permanentes do Conselho de Segurança das Nações Unidas (Brasil e Turquia) ousaram tentar encontrar um acordo", eles enfrentaram a rejeição da comunidade internacional.
O ministro ressaltou que a proposta de Turquia e Brasil encontrou muitas alianças teóricas, mas pouco apoio prático.
O acordo, que o presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, assegurou hoje que "ainda está vivo", prevê que o Irã envie parte de seu urânio pouco enriquecido à Turquia, que será recebido um ano depois como combustível nuclear a 20%, para ser utilizado em um reator científico.
Amorim pediu a construção de pontes entre alguns países e o futuro e defendeu uma "diversidade de visão" nas relações internacionais.
Nesse sentido, defendeu o papel do Governo brasileiro e lembrou que o Brasil reforçou os laços com o mundo árabe e com a África desde que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva chegou ao poder, em 2003.
Sobre o Executivo "particular" de Lula, Amorim disse que é um "Governo audaz", porque decidiu "não pedir permissão para fazer as coisas", apesar das reservas exteriores, como no caso da integração da América do Sul pela qual aposta o presidente.
O chanceler acrescentou que a gestão de Lula permitiu que seu país alcançasse crescimento econômico, estabilidade e redução da pobreza.

Nenhum comentário:

Postar um comentário